“A Universidade Federal de Sergipe
acompanha o resultado do desempenho das escolas no Enem [divulgado pelo
Inep] com preocupação, sobretudo quanto às escolas públicas. O que temos
hoje não é de boa qualidade. Os dados estão ai”. A afirmação foi feita
na tarde desta quinta-feira, 6 pelo pró-reitor de Graduação da UFS,
Jonatas Meneses. Para ele, a responsabilidade pelo baixo desempenho é
também da UFS.
O pró-reitor de Graduação lembrou que os resultados continuam
baixos. “A consequência desses resultados é termos um aluno passando no
vestibular pelo sistema de quotas numa situação de debilidade. A
universidade contudo, reconhece que a responsabilidade por esse pouco
aproveitamento das escolas no Enem, é também da Universidade Federal de
Sergipe, na medida em que somos nós que formamos os professores. É claro
que o contexto é muito mais amplo no que diz respeito a formação do
professor, a estrutura que é oferecida a esses professores para o seu
trabalho, a estrutura familiar oferecida aos alunos para o seu
desempenho. Temos algumas ressalvas de escolas públicas a exemplo do
Colégio de Aplicação e do Instituto Federal de Sergipe (IFS) tanto de
Lagarto, quanto de Aracaju, que têm um desempenho bastante bom, mas no
geral o resultado é ruim, o que prejudica na formação desse aluno que
chega à universidade”, entende.
Para melhorar o quadro em relação ao Ensino Médio e ao ensino básico de
uma forma geral, o professor acredita que tem a ver necessariamente com
o trabalho integrado entre as universidades que formam professores no
Estado de Sergipe, a Secretaria de Estado da Educação e as secretarias
municipais de Educação com o Governo Federal.
“O Governo Federal tem algumas ações que são importantes e estão em
curso: o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) e a
Escola de Gestores financiada pelo MEC, que são iniciativas importantes;
a universidade tem participado da formação de professores no interior
do Estado, sem contar com a Universidade Aberta para professores da rede
pública que ainda não têm a graduação. São iniciativas importantes, mas
ainda pequenas em função da proporção, da magnitude das dificuldades
que a escola pública enfrenta. O Enem é um sistema muito bom, o
princípio filosófico é muito bom pois saiu daquela rotina exclusivamente
de preparação para o vestibular. Tem contemplar conhecimentos mais
gerais do Ensino Médio, do Ensino Básico de uma maneira geral, enfatiza.
SEED
Já a Secretaria de Estado da Educação (SEED), informou que os
resultados obtidos pela escola pública estadual refletem o que a Seed
vem dizendo, que precisa melhorar e muito para tirar Sergipe dos piores
índices educacionais.
“Para isso, estamos reformando toda política educacional e vamos
implementar medidas que reoriente a ação da escola pública. Criaremos
uma Rede de Compartilhamento em favor da educação, cobrando
responsabilidade de todos: dos gestores aos diretores, dos diretores aos
professores, dos municípios, prefeitos, secretários municipais, das
redes pública estadual, municipal e privada. Isso
envolverá, inclusive, as receitas e repasses de recursos da educação.
Também premiaremos as escolas, gestores, professores e alunos que
alavancarem seus índices educacionais, gerando compromissos e
responsabilidades. Apesar dos índices, Sergipe tem melhorado sua
performance quanto às aprovações dos nossos alunos em cursos superior de
graduação, ou seja, o acesso às universidades públicas e privadas.
Entre 2008 e 2013, 17.398 mil alunos da rede tiveram acesso às
universidades. Ano passado, mais de 2.200 alunos ingressaram nas
universidades”, ressalta a assessoria de Comunicação da Seed.
Confira a ordem das escolas públicas e privadas de Sergipe e suas médias

Confira a ordem das escolas públicas de Sergipe
Fonte: www.infonet.com.br




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