quinta-feira, 20 de setembro de 2012

UNCME-SE PARTICIPA DO FÓRUM NACIONAL DOS CONSELHOS ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO


     
       O Coordenador Estadual da UNCME, Prof. Humberto Gonzaga, participou da abertura e das discussões do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação.

    A noite da última quarta-feira, 12, marcou a abertura da reunião do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação/Região Nordeste. Sediado na capital sergipana até a próxima sexta-feira, 14, o evento conta com a participação de dezenas de conselheiros e autoridades de Educação de todo o país. O objetivo é discutir temas relevantes para a educação como alfabetização, formação de professores e ensino à distância. A Carta com as diretrizes aprovadas em Sergipe será levada à plenária nacional do Fórum, que acontecerá no mês de outubro em Santa Catarina. O Fórum está ocorrendo no Hotel Real Classic.


     Na solenidade, que foi aberta pelo grupo de música medieval e renascentista Renantique, o Governo de Sergipe esteve representado pela secretária adjunta da Secretaria de Estado da Educação (Seed), professora Hortência Maria Pereira de Araújo, que definiu os debates como oportunos e importantes na atual conjuntura da educação no país.

     "É uma pauta desafiadora, tanto por sua complexidade, quanto pelo pouco tempo em que será debatida. Acredito que as discussões irão se prolongar. Desejo que elas sejam proveitosas para cada um de nós e que, a partir dessa produção coletiva de conhecimentos, possamos estabelecer margens para as ações que deverão fazer a escola, a aprendizagem de nossos alunos", destacou Hortência.

     A secretária adjunta ainda falou sobre o papel dos conselhos estaduais de educação. "São importantes, entre outros aspectos, na criação de espaços e oportunidades para a construção de debates sobre os caminhos que precisamos trilhar para uma educação de qualidade. A Seed e o Governo do Estado acreditam e confiam na contribuição que estas entidades têm dado às redes de educação de Sergipe, já exercitando um frutífero regime de colaboração", disse Hortência, enfatizando o Conselho Estadual de Educação de Sergipe (CEE/SE).

 
     Para a presidente do CEE/SE, Eliane Passos Santana, Sergipe foi escolhido como sede da reunião pela intensa participação nos debates. "O CEE/SE, a exemplo de alguns estados e diferente de outros, tem participado intensamente das atividades do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCE). Além do mais, na condição de presidente do CEE/SE, eu presido a região nordeste no FNCE. Então, quando colocamos Sergipe à disposição para sediar o evento, houve uma aprovação unânime para que a reunião acontecesse aqui", explicou Eliane.

      O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) e ex-secretário de Estado da Educação de Sergipe, professor José Fernandes de Lima, também justificou a escolha de Sergipe como sede do encontro. "O CEE/SE tem acompanhado o desenvolvimento das diretrizes curriculares nacionais. Toda vez que produzimos um novo documento no CNE, o CEE/SE se debruça sobre esse material e faz com que ele chegue aos conselhos municipais, às escolas públicas e privadas, e assim por diante. Como temos produzido uma grande quantidade de documentos e debates, o CEE/SE tem acompanhado tudo isso", reforçou professor Lima.

 
Discussões

 

      Os temas previstos na programação começaram a ser discutidos já na noite de abertura. O presidente do CNE falou aos participantes sobre a criação do Plano Nacional de Educação (PNE). "Estamos vivendo um momento em que o Congresso Nacional está preparando um PNE que já está atrasado e que já deveria ter sido aprovado. Os conselhos são os responsáveis pelo acompanhamento desse processo. Nós temos que ver para qual lado está indo a educação, pois somos responsáveis pela melhoria da educação nesse país. E o CNE tem feito um grande debate sobre como podemos levar uma educação de qualidade para todos e para cada um. Para todos, no sentido de que seja universal, e para cada um, no sentido de atender às necessidades individuais de cada aluno. É uma tarefa difícil; um repensar da educação", declarou José Fernandes de Lima.

   
    Eliana Passos, presidente do CEE/SE, também elencou temas relevantes durante a cerimônia. "Temos o problema da crescente oferta de educação à distância. Os conselhos têm tido dificuldade em acompanhar esse crescimento, chegando a identificar situações de irregularidade. Há também a questão da formação dos professores, sobretudo daqueles que atuam na educação profissional. Outro tema polêmico em todo o país envolve a alfabetização na idade certa, tanto do ponto de vista da data corte, quanto do ponto de vista do currículo, para que a criança seja alfabetizada na idade correta, respeitando o seu desenvolvimento", listou a conselheira.

     "A importância da educação para o desenvolvimento do nosso país é crucial. É assunto que não podemos mais deixar pra trás. Possibilitar o pleno exercício da cidadania aos mais de 200 milhões de homens e mulheres que aqui vivem; oportunizar a cada criança e adolescente igualdade de condições no acesso à educação e ao consumo do patrimônio cultural, que produzimos coletivamente, mas que somente parcela dessa população tem acesso; constituem-se na grande tarefa que está posta para cada um de nós", completou a secretária adjunta Maria Hortência Barreto.

 

Programação

 

     Na quinta-feira, 13,  as palestras e debates tiveram início com uma mesa-redonda, cujo tema é Ensino à Distância nas Diferentes Modalidades da Educação Básica, com palestras proferidas pelo conselheiro da CEB/CNE, Francisco Aparecido Cordão, e pela presidente do CEE/AL, Bárbara Heliodora Costa e Silva. As discussões terão como coordenadora a presidente do Conselho do Piauí, Eliana Maria Mendonça Sampaio, e como relatora a conselheira de Sergipe, Jucileide Dias dos Santos Aragão.

     Às 10h30 houve outra mesa-redonda com o tema Formação de Professores da Educação Profissional, com palestra ministrada pelo conselheiro da Bahia, Antônio Almérico Biondi Lima. A mesa será coordenada pela conselheira de Sergipe, Ana Lúcia Lima da Rocha Muricy Souza, e terá como relatora a conselheira de Pernambuco, Ana Coelho Vieira Selva.

    Pela tarde, a partir das 14h, a mesa-redonda debaterá o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, com palestra da diretora de Apoio à Gestão Educacional (SEB/MEC), professora Maria Luíza Aléssio. As discussões terão como coordenador o conselheiro de Sergipe, Antônio Ponciano Bezerra, e como relatora a conselheira do Maranhão, Maria Vitória Bouças Bahia Silva.

     A última mesa-redonda do dia discutiu a temática Alfabetização e Currículo, cuja palestra será ministrada pela diretora do Departamento de Educação da Seed/SE, Maria Izabel Ladeira Silva. O debate terá como coordenadora a conselheira sergipana Tereza Cristina Cerqueira da Graça.

 


 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

PROFESSOR HUMBERTO GONZAGA CONCEDE ENTREVISTA PARA PROGRAMA “JORNAL DA MANHÃ ” DA JOVEM PAN- ARACAJU

Humberto Gonzaga defende aumento
de recursos na educação


No último dia 06, quinta-feira, o Professor Humberto Gonzaga concedeu entrevista para o programa Jornal de Manhã, da Jovem Pam Aracaju, comandados pelos jornalistas André Barros e Rosalvo Nogueira. A entrevista abordou a utilização dos recursos do FUNDEB pelos municípios sergipanos.

No primeiro semestre desse ano, os municípios sergipanos receberam mais de R$ 390 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), recursos destinados à educação básica. De acordo com Humberto Gonzaga, coordenador estadual da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação-secção Sergipe, 90% desses recursos será destinado para pagamento do piso salarial do Magistério. Como sobra pouco para o investimento em educação, o Conselho busca uma alternativa que solucione o problema.

“Estamos pleiteando mais recursos para o financiamento da educação. A proposta que tramita, hoje, no Congresso Nacional, é que 10% do PIB (Produto Interno Bruto) seja direcionado à educação”, revela o coordenador, em entrevista especial aos jornalistas André Barros e Rosalvo Nogueira no Jornal da Manhã da Jovem Pan. Segundo Humberto, os municípios que conseguiram, em 2009, fazer a revisão do Plano de Cargos e Salários, obtiveram uma média de pagamento razoável (cerca de 70%) e, consequentemente, não comprometem tanto os recursos do Fundeb.

Questionado sobre desvios no Fundo, o coordenador não acredita que essa prática exista nos estados e municípios. Em relação ao quantitativo de recursos, Humberto defende um aumento no percentual de investimentos na educação. “Só 25%? Isso tem que ser revisto. A educação merece, hoje, uma aplicação de, no mínimo, 35%, como é feito em alguns municípios, a exemplo da cidade de Nossa Senhora de Lourdes”, afirma.

Fonte: Sergipe Notícias  (adaptado)
11/09/2012

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